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terça-feira, 21 de outubro de 2014

Cuiabá tem um dos m² mais baratos do Brasil mesmo com valorização Pós-Copa

Cuiabá tem um dos m² mais baratos do Brasil mesmo com valorização Pós-Copa
O metro quadrado de empreendimentos voltados para as Classes A e B em Cuiabá variam entre R$ 3 mil e R$ 6,5 mil em média, mesmo com a valorização registrada após o fim dos jogos da Copa do Mundo. O valor é considerado um dos menores do Brasil ficando atrás de Brasília (DF) a R$ 9 mil. O preço médio mais oneroso pertence ao Rio de Janeiro (RJ) entre R$ 10 mil e R$ 20 mil. Segundo o setor da construção, o preço do metro quadrado não deverá ter queda e a "profecia" de bolha imobiliária não se concretizou.

De acordo com dados da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), Fortaleza (CE) registrou alta de 5,20% nos últimos meses. É a maior alta registrada entre as 16 cidades pesquisadas.

A pesquisa revela ainda que em São Paulo (SP) a margem de preços do metro quadrado da construção em empreendimentos voltados para as Classes A e B variam entre R$ 10 mil R$ 11,5 mil.

Conforme o diretor-executivo da Construtora São Benedito, Omar Maluf, o momento que se vive hoje ainda é favorável para a aquisição de imóveis. Ele pontua que há uma tendência de que os preços subam. “O volume de vendas já mostra recuperação imediata, tanto para quem adquire à vista ou através de financiamento. Não há crise, pois a demanda por créditos continua em alta”, salienta.

O fato de Mato Grosso ter um potencial forte para o agronegócio, o que impulsiona a sua economia para cima e ajuda a segurar a economia nacional, é um dos pontos que ajudam na valorização dos imóveis no Estado. “O superávit do agronegócio aumentou de U$$ 10 bilhões de dólares para U$$ 90 bilhões em um período de 10 anos. Apenas na pecuária o Estado acabou de contabilizar um crescimento das exportações da ordem de 22% apenas no primeiro quadrimestre deste ano”, comenta Omar Maluf.

Na região Centro-Oeste ao se analisar os agentes envolvidos na construção civil verifica-se que a desvalorização de preço dos imóveis é impraticável. "Oo mercado imobiliário em Cuiabá foi carimbado com uma transformação altamente positiva desde 2008, com a facilidade de crédito. No entanto, este ciclo de mudanças é acompanhado com as oscilações de outros indicadores envolvidos nos empreendimentos imobiliários, como os setores de combustível, aço, cimento, materiais de construção em geral, e o encarecimento também da mão de obra qualificada. Nesta seara é um equivoco descartar dos empreendimentos o pesado ônus das alíquotas do Estado com diferenças marcantes em outras regiões”, comenta o vice-presidente do Sindicato da Indústria da Construção em Mato Grosso (Sinduscon-MT), e presidente da incorporadora Ginco, voltada para condomínios horizontais, Julio Cesar de Almeida Braz.

Conforme o diretor-executivo da Construtora São Benedito, Omar Maluf, os indicadores ainda apontam a existência de um grande déficit habitacional em Mato Grosso. "E enquanto a habitação permanecer em defasagem o Grupo São Benedito continuará construindo moradias”, diz Omar Maluf.

Fonte: Olhar Direto