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sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Após queda de até 38% nas vendas, setor imobiliário reage e cresce 12%

Após sete meses de estabilidade e uma forte queda registrada em outubro de 2015, o setor da habitação em Mato Grosso dá sinais de recuperação. Em junho, houve um ligeiro aumento na comercialização de imóveis em 12,38%, se comparado com o mesmo período do ano anterior. 
Os apontamentos foram antecipados com exclusividade ao  e fazem parte da pesquisa realizada pelo Departamento de Economia e Estatística do Sindicato da Habitação de Mato Grosso (Secovi) em parceria com a secretaria de Fazenda de Cuiabá. O estudo completo deve ser divulgado na próxima quinta (25).
O levantamento mostra que em junho deste ano foram comercializados 1135 imóveis, entre novos, antigos e na planta, 125 a mais que o volume comercializado no mesmo mês do ano anterior. Mas a reação acontece após meses de movimento negativo.
Neste ano, o pior resultado para o setor foi registrado em abril quando a retração nas vendas de imóveis chegou a 38,6% quando comparadas as 691 unidades negociadas no mês com a quantidade de 1127 vendidas no mesmo mês em 2015.
Janeiro também foi mês de "arrocho" no segmento. O total de 870 imóveis negociados no primeiro mês do ano representa queda de 31,4% ante as 1269 unidades negociadas em janeiro do ano passado.
Ao todo, no segundo trimestre, foram negociados 2834 imóveis, movimentando cerca de R$ 661,3 milhões. Desse total, 16,4%, são unidades financiadas, ou seja, imóveis que foram comercializados e registrados com alienação fiduciária pelo sistema financeiro. O número é ligeiramente menor se comparado com o primeiro trimestre deste ano, no qual 17,92% das unidades eram financiadas. 
Essa é a primeira vez que o setor dá sinais positivos, após o período de turbulência que atingiu o mercado imobiliário entre os meses de setembro e outubro de 2015, quando houve uma queda de cerca de 50% nas comercializações, em razão do agravamento da crise econômica no país. “Houve uma retomada importante do mercado, especialmente, em razão da maior estabilidade econômica e política no país”, avalia o gerente executivo do Secovi, Ubirajara Souto. 
Conforme o presidente do Sindicato, Marco Pessoz, existem dois fatores que precisam ser considerados neste momento, a volta da confiança no setor e das fontes de financiamentos em diferentes segmentos, desde imóveis na planta até para compra de materiais para construção.
No início deste mês, o vice-presidente de Habitação (VIHAB) da Caixa, Nelson Antonio de Souza, conversou com representares do setor no Estado e assegurou R$ 1 bilhão para investimento a partir deste segundo semestre. 
“Acredito que estamos chegando à luz do fim do túnel, com a volta dos recursos para financiamentos, com juros mais acessíveis. Esses recursos estavam escassos e limitados, mas a partir desse anúncio, o mato-grossense já pode voltar a pensar em ter sua casa própria”, afirma. Com a novidade, o presidente acredita ainda que os números de distratos devem cair consideravelmente. “Acredito que este ainda será um ano dificil, mas para o próximo o setor deve vir firme”.
Imóveis devolvidos
Em relação aos índices de imóveis retomados e leiloados no país, houve um salto de 53%, segundo dados da Caixa Econômica Federal, que controla cerca de 70% do mercado imobiliário do país. Em 2015, foram 13.137 unidades ofertadas em leilão por inadimplência nos financiamentos, contra 8.541 nos 12 meses anteriores, informou o banco ao .
A Caixa possui hoje 4,35 milhões de contratos imobiliários ativos. O percentual de imóveis retomados pelo banco em 2015 (13.137) equivale a 0,3% do total em carteira. Esse índice está dentro do previsto pela instituição. O  tentou apurar junto à instituição bancária o recorte estadual, no entanto, a assessoria não disponibiliza. 
O economista Edisantos Amorim, alerta os interessados em comprar imóvel neste período que é fundamental ter controle total das finanças e, se possível, que dêem uma boa entrada. “O ideal seria ao menos 50% do valor do imóvel. Quanto menor o prazo de financiamento, menores são os juros e menor será o risco de inadimplência, como conseqüência, menor será o risco de ocorrer um distrato”. 
Fonte: www.rdnews.com.br