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quarta-feira, 22 de maio de 2013

Corretoras: Mais mulheres no mercado de corretagem de imóveis


As mulheres estão conquistando cada vez mais o mercado de trabalho, em redutos considerados masculinos. Há alguns anos, elas vêm invadindo também o mercado de corretagem, um campo que até então era pouco explorado pelo “sexo frágil”. Uma pesquisa realizada pelo Conselho Federal de Corretores de Imóveis (Cofeci) aponta que, na última década, houve um crescimento de 114% na participação delas no setor imobiliário.

De acordo com a pesquisa, cerca de 60 mil corretores ingressaram no mercado de trabalho nos últimos dez anos, e hoje 20,24% dos profissionais que atuam como corretores de imóveis são do sexo feminino. Em Mato Grosso, conforme dados Conselho Regional Corretores de Imóveis (CRECI-MT), a participação das mulheres no mercado corresponde a cerca de 20%. Ou seja, dos 1730 inscritos, mais de 330 são mulheres. Em Cuiabá e Várzea Grande, elas representam uma fatia ainda maior, aproximadamente 27,12%.

A evolução da profissão, por gênero, mostra que a presença feminina tende a crescer. A Emika Empreendimentos Imobiliários, que atua no mercado mato-grossense há mais de quinze anos, é uma das empresas que mais empregam mulheres no setor. Elas ocupam cerca de 80% do quadro de funcionários e 70% do total de corretores. "O profissional não é avaliado pelo sexo e sim pelo seu potencial. As mulheres têm mostrado uma capacidade de vendas significativa, são dedicadas, detalhistas e pacientes", ressalta Gessi Carmen Rostirolla, diretora da imobiliária, acrescentando que “num mercado que era restrito para as mulheres, a concorrência era grande. Aos poucos, fomos ganhando espaço e hoje, representamos grande parte das equipes”.

Outra empresa do ramo, a Rosa Imóveis, foi fundada em 1994, por outras duas mulheres pioneiras no ramo Rosa Sartor Grando e Neusa Goebel, corretoras de imóveis, que já atuavam no mercado imobiliário desde 1992.
  
Para o presidente do Sindicato da Habitação de Mato Grosso (Secovi-MT), Marco Pessoz, o setor tem absorvido os bons profissionais, independente do sexo. “O mercado exige profissionais cada vez mais gabaritados e capacitados. As mulheres, por sua vez, têm buscado esse aperfeiçoamento e, com isso, conquistado seu espaço”, admite.