quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Mercado imobiliário volta a crescer em Cuiabá

O mercado imobiliário voltou a crescer em Cuiabá. É o que mostra a pesquisa feita pelo Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis – Secovi em parceria com a Prefeitura Municipal de Cuiabá, no terceiro trimestre de 2016.


Esse foi o melhor período dos últimos 18 meses. Entre unidades novas e usadas, foram transacionadas 3403 unidades com um tickt médio de R$ 236 mil. A Região Oeste da capital liderou o volume de imóveis comercializados.

O presidente do Secovi/MT, Marco Pessoz comemora a reação do mercado imobiliário, que amargou uma queda brusca de outubro do ano passado a março de 2016, com variação entre 25% e 30%. Destaca a redução da taxa de juros anunciados pela Caixa Econômica Federal, nesta semana, que sairá dos 11,25% para 11%. 

“Ainda é um índice alto, mas já é um sinal de que estamos retomando o caminho da redução da taxa de juros, estabilidade econômica e do crescimento do país, para sair da crise. O terceiro trimestre nos confirma a ascensão do mercado constatada na pesquisa anterior. A diferença é que o tickt médio está maior do que no ano passado. Os números que a prefeitura nos passou demonstram que o mercado está reagindo positivamente após queda muito brusca, que teve reflexos da crise política e financeira do Brasil”, explicou Pessoz.

De acordo com o Secovi, após o impeachment, as pessoas estão mais maleáveis e percebem que é um bom momento para fechar negócios. A pesquisa analisa os tipos de unidades transacionadas: apartamento, casa, sala comercial ou terreno. Pessoz explica que o crescimento da região varia de acordo com a entrega dos empreendimentos, como aconteceu na Região Oeste que comercializou 835 imóveis usados e mais 222 novos. 

“Percebemos que o salto acontece, principalmente, com reflexo da entrega de prédios, pois a prefeitura contabiliza a partir do momento do registro de Habite-se”, esclareceu.

PESQUISA - Mesmo sendo a maior, a Região Sul registra transações com menor ticket médio R$ 113 mil. Enquanto que na Oeste é de R$ 294 mil; na Leste R$ 236 mil e a Norte é de R$ 323 mil. Nesse mesmo período em 2015 foram 3322 imóveis comercializados, enquanto que 2016 registrou 3403. Análise da Variação em unidades transacionadas no mesmo período é de 16,98%.

Fonte: www.informanews.com.br
ITIMARA FIGUEIREDO - Redação

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Avanços no setor imobiliário são destaques no Dia do Corretor

Os avanços e as perspectivas de novos investimentos, que fomentem a carreira do corretor de imóveis de Mato Grosso, foram celebrados na noite deste sábado (27), Dia do Corretor de Imóveis, no Hotel Fazenda Mato Grosso, em Cuiabá. Com tema regional e comidas típicas, a festa teve participação maciça da categoria, que prestigiou a efetivação da nova diretoria do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de Mato Grosso – Creci/MT, sob o comando do presidente Benedito Odário Conceição.

Dentre as melhorias, a intensa fiscalização no exercício da profissão foi destaque. De acordo com o presidente da autarquia, o Creci vai continuar incisivo na defesa do trabalho formal.  “A nossa fiscalização está realmente trabalhando em cima desses ilegais. O principal objetivo é fazer com que essas pessoas venham para a legalidade e não atrapalhem a vida do corretor de imóveis que paga a sua anuidade, respeitosamente, em dia. Vamos fazer com que esses ilegais busquem a capacitação para atuar de forma correta no mercado e estejam devidamente inscritos no nosso conselho”, disse o presidente, ao destacar a importância da valorização da profissão.

Também informou que o Creci já estuda a viabilidade de aumentar a exigência no nível de escolaridade para o ingresso na profissão,  “para que os profissionais sejam melhor qualificados”, complementou o presidente.

A corretora Marli de Souza destacou o reconhecimento do trabalho e dedicação dos profissionais. “O Creci cuida dos nossos interesses com maestria. Podemos observar os avanços no último ano, em relação a honorários e à fiscalização dos ilegais. Além disso, confraternizações como essa demonstram a preocupação do conselho em promover qualidade de vida aos seus filiados”, comemorou.

Guido Grando Junior, vice-presidente do Sindicato da Habitação - Secovi e diretor sócio da Rosa Imóveis, disse que a categoria presta um relevante serviço à sociedade, que busca a necessidade essencial para o ser humano que é a moradia. “Esse papel é feito pelo corretor, que merece ter essa comemoração de alta qualidade”, disse Grando Junior. 

Defende que se resolvida à crise política, automaticamente, a questão econômica será ajustada, principalmente em Mato Grosso diante da grande produção agropecuária. “Assim que se resolver o cenário político, a economia reativará e a confiança, fator que está em baixa será retomada. Dessa forma, quem tem condições voltará a investir”, avaliou Grando Junior. 
Fiscalização – De acordo com o diretor-primeiro-secretário do Creci, Claudecir Contreira, o combate ao exercício ilegal da profissão tem sido constante. Em Cuiabá foram detectados e retirados do mercado 400 profissionais ilegais. “Isso beneficia muito o corretor de verdade, que contribui e mantem o conselho em pé”. 

Contreira explicou que a proposta do Creci é a de ampliar o número de fiscais, que são apenas oito para atender todo o estado e investir nas delegacias regionais. A de Sinop foi inaugurada a nova sede na semana passada, mais moderna e bem equipada. “Agora, o corretor não precisa se deslocar até Cuiabá para obter os serviços do conselho. Outra novidade será o lançamento da TV Creci, como mais uma ferramenta para aproximar o Creci dos seus filiados”, concluiu.
COFECI – Na oportunidade, Luiz Fernando Barcellos – vice-presidente de Avaliação Imobiliária do Conselho Federal de Corretores de Imóveis - Cofeci, lembrou que antes, o corretor de imóveis era conhecido pela atividade principal de intermediar negócios imobiliários. Hoje, tem outros campos de atuação. É o caso da inteligência imobiliária, que orienta as incorporadoras sobre as melhores localizações e a melhor tipologia do empreendimento.

Outro avanço, segundo Barcellos, se refere à habilitação legal do corretor como avaliador de imóveis. Reconhecimento que veio por meio de decisão judicial há três anos. “Uma luta em que o Cofeci esteve à frente. Preparamos uma resolução criando um cadastro nacional de avaliadores de imobiliários e definimos as regras. Houve contestação, mas a nossa argumentação foi bem recebida pelos tribunais e conseguimos lograr mais essa vitória”, explicou Barcellos, ao destacar a atuação internacional do Cofeci em defesa do corretor de imóveis. 

Fonte:http://www.informanews.com.br/

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Após queda de até 38% nas vendas, setor imobiliário reage e cresce 12%

Após sete meses de estabilidade e uma forte queda registrada em outubro de 2015, o setor da habitação em Mato Grosso dá sinais de recuperação. Em junho, houve um ligeiro aumento na comercialização de imóveis em 12,38%, se comparado com o mesmo período do ano anterior. 
Os apontamentos foram antecipados com exclusividade ao  e fazem parte da pesquisa realizada pelo Departamento de Economia e Estatística do Sindicato da Habitação de Mato Grosso (Secovi) em parceria com a secretaria de Fazenda de Cuiabá. O estudo completo deve ser divulgado na próxima quinta (25).
O levantamento mostra que em junho deste ano foram comercializados 1135 imóveis, entre novos, antigos e na planta, 125 a mais que o volume comercializado no mesmo mês do ano anterior. Mas a reação acontece após meses de movimento negativo.
Neste ano, o pior resultado para o setor foi registrado em abril quando a retração nas vendas de imóveis chegou a 38,6% quando comparadas as 691 unidades negociadas no mês com a quantidade de 1127 vendidas no mesmo mês em 2015.
Janeiro também foi mês de "arrocho" no segmento. O total de 870 imóveis negociados no primeiro mês do ano representa queda de 31,4% ante as 1269 unidades negociadas em janeiro do ano passado.
Ao todo, no segundo trimestre, foram negociados 2834 imóveis, movimentando cerca de R$ 661,3 milhões. Desse total, 16,4%, são unidades financiadas, ou seja, imóveis que foram comercializados e registrados com alienação fiduciária pelo sistema financeiro. O número é ligeiramente menor se comparado com o primeiro trimestre deste ano, no qual 17,92% das unidades eram financiadas. 
Essa é a primeira vez que o setor dá sinais positivos, após o período de turbulência que atingiu o mercado imobiliário entre os meses de setembro e outubro de 2015, quando houve uma queda de cerca de 50% nas comercializações, em razão do agravamento da crise econômica no país. “Houve uma retomada importante do mercado, especialmente, em razão da maior estabilidade econômica e política no país”, avalia o gerente executivo do Secovi, Ubirajara Souto. 
Conforme o presidente do Sindicato, Marco Pessoz, existem dois fatores que precisam ser considerados neste momento, a volta da confiança no setor e das fontes de financiamentos em diferentes segmentos, desde imóveis na planta até para compra de materiais para construção.
No início deste mês, o vice-presidente de Habitação (VIHAB) da Caixa, Nelson Antonio de Souza, conversou com representares do setor no Estado e assegurou R$ 1 bilhão para investimento a partir deste segundo semestre. 
“Acredito que estamos chegando à luz do fim do túnel, com a volta dos recursos para financiamentos, com juros mais acessíveis. Esses recursos estavam escassos e limitados, mas a partir desse anúncio, o mato-grossense já pode voltar a pensar em ter sua casa própria”, afirma. Com a novidade, o presidente acredita ainda que os números de distratos devem cair consideravelmente. “Acredito que este ainda será um ano dificil, mas para o próximo o setor deve vir firme”.
Imóveis devolvidos
Em relação aos índices de imóveis retomados e leiloados no país, houve um salto de 53%, segundo dados da Caixa Econômica Federal, que controla cerca de 70% do mercado imobiliário do país. Em 2015, foram 13.137 unidades ofertadas em leilão por inadimplência nos financiamentos, contra 8.541 nos 12 meses anteriores, informou o banco ao .
A Caixa possui hoje 4,35 milhões de contratos imobiliários ativos. O percentual de imóveis retomados pelo banco em 2015 (13.137) equivale a 0,3% do total em carteira. Esse índice está dentro do previsto pela instituição. O  tentou apurar junto à instituição bancária o recorte estadual, no entanto, a assessoria não disponibiliza. 
O economista Edisantos Amorim, alerta os interessados em comprar imóvel neste período que é fundamental ter controle total das finanças e, se possível, que dêem uma boa entrada. “O ideal seria ao menos 50% do valor do imóvel. Quanto menor o prazo de financiamento, menores são os juros e menor será o risco de inadimplência, como conseqüência, menor será o risco de ocorrer um distrato”. 
Fonte: www.rdnews.com.br

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Em 5 anos, novos prédios deverão ter medidores individuais de consumo de água

Foi sancionada pela Presidência da República e publicada no DOU-01-Extra, do dia 12/07/2016, Pg. 01, a Lei Federal nº 13.312/2016 que estabelece a obrigatoriedade da medição individualizada do consumo de água, para as novas edificações.

A Lei entra em vigor em 2021. O prazo de cinco anos é necessário para que sejam respeitados os projetos de edificações já aprovados e em execução atualmente. Assim, o mercado imobiliário da construção civil terá tempo hábil para se adequar. 
 
Registramos que o Secovi e a Agademi de RS acompanharam a tramitação do Projeto de Lei que resultou na norma aprovada e se empenharam na apresentação de argumentos aos parlamentares, no sentido de que a medição individualizada do consumo de água não fosse obrigatória para as edificações já existentes.
 
Para a satisfação das entidades e seus representados, as edificações existentes não foram objeto de regulamentação, sendo que, para essas, a medição individualizada do consumo de água, embora recomendável, é facultativa, ficando a cargo da decisão da assembleia de condôminos, em conformidade com a possibilidade técnica e capacidade financeira de cada edifício.

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Secretário de Fazenda de Cuiabá recebe pesquisa do Setor Imobiliário

O Presidente do Secovi MT, Marcos Pessoz, acompanhado pela diretoria do sindicato da habitação do Estado de Mato Grosso, entregou na tarde de ontem (01/06/2016) ao Secretário de Fazenda do Município, sr. Pascoal Santullo Neto a pesquisa dos Indicadores do Mercado Imobiliário de Cuiabá – 1º Trimestre 2016, realizada pelo Departamento de Economia e Estatística do Secovi MT, em parceria com a secretaria municipal.
O estudo que além de demonstrar a evolução do mercado imobiliário de Cuiabá, serve também como forte argumento para as tomadas de decisões quanto aos investimentos no setor. “É possível nesse estudo, acompanhar a valorização e o tickt médio de cada região do município, como também o volume de unidades comercializadas, assim o mercado passa a ter uma base mais confiável de informações que auxiliam tanto nos acordos de captação, quanto na promoção de venda das unidades imobiliárias”, comenta Marco Pessoz, presidente do Secovi MT.
 Já o Secretário de Fazenda de Cuiabá, Pascoal Santullo Neto aponta que ações como essas, onde o setor privado interage com público de forma proativa, onde o interesse maior é apontar o norte para o desenvolvimento econômico do município em seus diversos setores, são muito positas. “As informações são públicas, mas quando mapeadas e segmentadas, promovem uma maior assertividade nas tomadas de decisões e em nossas ações”.
Na reunião também estiveram presentes o sr. Guido Grando Jr., vice presidente do Secovi MT, o Sr. Rafael  empresário do setor e o Sr. Ubirajara Souto, Ceo – Secovi MT.
A pesquisa na íntegra pode ser baixada na área de download no site do Secovi MT. 

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Cuiabá é a 21ª melhor Cidade para se investir no Mercado Imobiliário

São Paulo - Como rentabilidade passada não é garantia de retorno futuro, este ranking das 100 melhores cidades brasileiras para investir em imóveis mostra os lugares que devem despontar no cenário imobiliário brasileiro nos próximos meses e anos, sem se reduzir a observar as regiões que já chegaram ao auge, mas que amanhã talvez não sejam mais a bola da vez.
O estudo, desenvolvido pela consultoria Prospecta Inteligência Imobiliária e divulgado com exclusividade para EXAME.com, traz um novo conceito de análise do mercado de imóveis ao se debruçar sobre a demanda de cada região estudada, em vez de se concentrar na oferta.
“O mercado sempre observa o preço do metro quadrado, que reflete os valores de imóveis já vendidos. Mas, o que garante que uma cidade valorizada terá demanda para absorver novos produtos? A oferta já aconteceu. Para ver o que está por vir é preciso analisar a demanda, que define o que será comprado, quando e como”, afirma Cristiano Rabelo, diretor de Novos Negócios da Prospecta.
O indicador P2i-Lead também se diferencia pelo tamanho de sua amostra: foram analisadas todas as cidades do país com menos de 1 milhão de habitantes, ou 94% dos municípios brasileiros.
Em comum, as 100 cidades com maior nota no P2i-Lead possuem características como renda per capita elevada, população com alto nível de instrução e de vínculo empregatício, um número considerável de empresas atuantes, déficit imobiliário elevado, entre outros. “O objetivo é mostrar se quem está na ponta da cadeia tem condições de adquirir produtos imobiliários”, diz Rabelo.
Veja, nas fotos, a lista das 100 cidades que guardam as maiores oportunidades de investimento do mercado imobiliário brasileiro.
Abaixo de cada imagem foram destacados: o potencial de investimento para imóveis de alto, médio e baixo padrão; a pontuação no indicador; e o déficit de cada região (percentual de domicílios alugados ou cedidos, como no caso de empresas que oferecem imóveis a funcionários). 

21º lugar: Cuiabá (MT)

22/102Divulgação/ Embratur
Cuiabá, Mato Grosso
Vista aérea de Cuiabá, no Mato Grosso
Pontuação no ranking (P2I - Lead)0,644
Potencial para investir em imóveis de alto padrãoÓtimo
Potencial para investir em imóveis médio padrãoÓtimo
Potencial para investir em imóveis baixo padrãoÓtimo
Déficit habitacional28,86%
Quantidade média de salários mínimos da população6
Fonte: http://exame.abril.com.br/seu-dinheiro/noticias/as-100-melhores-cidades-do-brasil-para-investir-em-imoveis/lista

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Nova Tabela de Honorários é Homologada

O SecoviMT  e Sindimóveis/MT homologaram a nova tabela de honorários mínimos para prestação de serviços de intermediação e avaliações imobiliários dos corretores  de imóveis do Estado de Mato Grosso.
No documento da nova tabela de honorários estão contidas, por exemplo, as normas gerais, valores de honorários mínimos, intermediações de cotas de fundos ou consórcios imobiliários, intermediação para locação de imóveis avulsos e administração de locação de imóveis avulsos.

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Pesquisa aponta oportunidades de investimento no setor de Imóveis


O Secovi MT apresenta pesquisa do mercado imobiliário de empreendimentos verticais para Secretário de Fazenda da prefeitura de Cuiabá.
Realizada na tarde de ontem (23), na Secretaria de Fazenda do Município de Cuiabá a entrega da pesquisa de Verticalização e Lançamentos do mercado imobiliário de Cuiabá e Várzea Grande, realizada pelo Secovi MT (Sindicato da Habitação) em parceria com o Grupo BPV.
Em síntese o estudo apresenta o crescimento vertical de ambos os municípios, onde é possível perceber informações macro econômicas do setor, como também as regiões que irão receber o maior número de empreendimentos habitacionais e comerciais.
“Somente no ano de 2014 a 2017 serão entregues 231 novas torres, representando 11.729 novas unidades residenciais, o que representa além de uma forte injeção na economia oportunizando comercialmente tanto os negócios de compra e venda de imóveis, quanto nos outros setores da economia como o de móveis, eletrodomésticos e serviços, influenciando diretamente o crescimento na arrecadação municipal”, afirma Marco Pessoz, Presidente do Secovi MT.
Para o Secretário de Fazenda do Município de Cuiabá, Guilherme Muller, a iniciativa do sindicado patronal representa um alinhamento das relações de parceria do setor imobiliário privado com a gestão municipal. “A pesquisa demonstra claramente o crescimento vertical e o desenvolvimento das regiões urbanas do município, o que nos serve como mais um argumento na elaboração das estratégias públicas de investimentos a médio e longo prazo”.
Estiveram presentes participando da reunião o sr. José Luiz Pacheco,Secretário Adjunto de Fazenda, Luiz Guilherme T. Feror, Diretor de receitas imobiliárias da Prefeitura de Cuiabá, membros da Diretoria do Secovi-MT, o Sr. Alvaro José Ricardo Cançado e o Sr. Guido Grando Junior, além do gerente executivo Ubirajara Souto.

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

O Registro único de Compra e Venda de Imóveis

Finalmente, depois de algum tempo do anúncio realizado pelo Ministro da Fazenda Guido Mantega, foi criado o registro único de compra e venda de imóveis.
Assim, através da Medida Provisória nº 656, de 7 de outubro de 2014, nos artigos10 a 14, foi estabelecido que os negócios jurídicos de compra e venda ou hipoteca e alienação fiduciária de imóveis, por exemplo, são plenamente válidos e eficazes em relação aos atos jurídicos antecedentes e que não tenham sido levados a registro ou averbação na matrícula do imóvel.
Em outras palavras, não poderão ser opostas situações jurídicas não constantes do registro de imóveis aos terceiros que desconhecem eventuais restrições ou alienações anteriores, por não terem sido levadas ao registro de imóveis.
Evita-se assim, que eventuais penhoras, ônus e até compra e venda não levada ao registro de imóveis possam ser opostas aqueles que, desconhecendo esses atos antecedentes, tenham realizado algum negócio jurídico em relação aos imóveis confiando na inexistência de qualquer obstáculo ou restrição.
Trata-se, na verdade, de aplicação do Princípio da Publicidade já adotado no Direito Brasileiro, relativamente ao registro imobiliário. Por esse princípio, considera-se que o registro torna público a todos o conhecimento dos atos e fatos ali registrados. Os registros são feitos para informar a toda e qualquer pessoa a situação do bem imóvel, como o atual proprietário e a eventual existência de ônus ou restrições incidentes sobre a propriedade, promovendo a garantia e segurança a terceiros que pretendam realizar quaisquer negócios imobiliários.
Impede-se, por isso, surpresas àqueles que desconhecendo quaisquer atos jurídicos anteriores e não levados ao registro de imóveis, tenham, por exemplo, comprado o imóvel presumindo que não havia qualquer impedimento.
Essa situação já era praticada por decisões judiciais embasadas na Súmula 375 do Superior Tribunal de Justiça, que prevê: "O reconhecimento da fraude de execução depende do registro da penhora do bem alienado ou da prova de má-fé do terceiro adquirente", inclusive quando o crédito é trabalhista.
Contudo, existe uma exceção no entendimento dos tribunais: quando o crédito decorre de dívida fiscal, basta que esteja regularmente inscrito como dívida ativa, de acordo com a previsão do Código Tributário Nacional (art. 185), ainda que nada conste do registro de imóveis, conforme decisão da Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça, no julgamento do REsp 1.141.990⁄PR, rel. O Min. Luiz Fux, decidido sob o rito dos recursos repetitivos.
À primeira vista, parece que tal entendimento não se modificará com a vigência da referida Medida Provisória 656, pois decorre de aplicação da lei tributária vigente, o que recomenda cautela e profunda investigação não só perante o Registro de Imóveis, mas sobretudo do cadastro e histórico do proprietário vendedor.
Por fim, destaca-se que a referida criação do registro único de compra e venda de imóveis é transitória, pois estabelecida por medida provisória que depende de conversão em lei no prazo de 60 dias, prorrogável uma vez por igual período, na forma do artigo 62 da Constituição Federal.
Não se trata, portanto, de norma “inovadora” ou que possa permitir a segurança e simplificação necessárias que os negócios imobiliários deveriam trazer aos interessados, sendo papel do Governo estabelecer normas e regras que incentivem transparência e previsibilidade, até como forma de incentivar os necessários investimentos no setor imobiliário.

Sergio Eduardo Martinez

advogado sócio de Martinez Advocacia   •   Porto Alegre (RS)  

Advogado - sócio de Martinez Advocacia (associada a Mundie & Advogados) Sócio de escritório de advocacia com ênfase no atendimento de empresas na área cível, tributária e contratual. Titular e coordenador da área contenciosa e contratual de Martinez Advocacia. Especialista em Direito Imobiliário pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos - UNISINOS - 2001

Fonte: http://sergioeduardomartinez.jusbrasil.com.br/artigos/147304574/o-registro-unico-de-compra-e-venda-de-imoveis

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Cuiabá tem um dos m² mais baratos do Brasil mesmo com valorização Pós-Copa

Cuiabá tem um dos m² mais baratos do Brasil mesmo com valorização Pós-Copa
O metro quadrado de empreendimentos voltados para as Classes A e B em Cuiabá variam entre R$ 3 mil e R$ 6,5 mil em média, mesmo com a valorização registrada após o fim dos jogos da Copa do Mundo. O valor é considerado um dos menores do Brasil ficando atrás de Brasília (DF) a R$ 9 mil. O preço médio mais oneroso pertence ao Rio de Janeiro (RJ) entre R$ 10 mil e R$ 20 mil. Segundo o setor da construção, o preço do metro quadrado não deverá ter queda e a "profecia" de bolha imobiliária não se concretizou.

De acordo com dados da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), Fortaleza (CE) registrou alta de 5,20% nos últimos meses. É a maior alta registrada entre as 16 cidades pesquisadas.

A pesquisa revela ainda que em São Paulo (SP) a margem de preços do metro quadrado da construção em empreendimentos voltados para as Classes A e B variam entre R$ 10 mil R$ 11,5 mil.

Conforme o diretor-executivo da Construtora São Benedito, Omar Maluf, o momento que se vive hoje ainda é favorável para a aquisição de imóveis. Ele pontua que há uma tendência de que os preços subam. “O volume de vendas já mostra recuperação imediata, tanto para quem adquire à vista ou através de financiamento. Não há crise, pois a demanda por créditos continua em alta”, salienta.

O fato de Mato Grosso ter um potencial forte para o agronegócio, o que impulsiona a sua economia para cima e ajuda a segurar a economia nacional, é um dos pontos que ajudam na valorização dos imóveis no Estado. “O superávit do agronegócio aumentou de U$$ 10 bilhões de dólares para U$$ 90 bilhões em um período de 10 anos. Apenas na pecuária o Estado acabou de contabilizar um crescimento das exportações da ordem de 22% apenas no primeiro quadrimestre deste ano”, comenta Omar Maluf.

Na região Centro-Oeste ao se analisar os agentes envolvidos na construção civil verifica-se que a desvalorização de preço dos imóveis é impraticável. "Oo mercado imobiliário em Cuiabá foi carimbado com uma transformação altamente positiva desde 2008, com a facilidade de crédito. No entanto, este ciclo de mudanças é acompanhado com as oscilações de outros indicadores envolvidos nos empreendimentos imobiliários, como os setores de combustível, aço, cimento, materiais de construção em geral, e o encarecimento também da mão de obra qualificada. Nesta seara é um equivoco descartar dos empreendimentos o pesado ônus das alíquotas do Estado com diferenças marcantes em outras regiões”, comenta o vice-presidente do Sindicato da Indústria da Construção em Mato Grosso (Sinduscon-MT), e presidente da incorporadora Ginco, voltada para condomínios horizontais, Julio Cesar de Almeida Braz.

Conforme o diretor-executivo da Construtora São Benedito, Omar Maluf, os indicadores ainda apontam a existência de um grande déficit habitacional em Mato Grosso. "E enquanto a habitação permanecer em defasagem o Grupo São Benedito continuará construindo moradias”, diz Omar Maluf.

Fonte: Olhar Direto

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Opinião: Panorama do Mercado Imobiliário - 4º Trim / 2014


Qual é o panorama do mercado imobiliário em Mato Grosso, ou Cuiabá, ou baixada cuiabana?Após mais de 5 anos de um intenso desenvolvimento o mercado atualmente está passando por uma fase de ajuste em função da situação econômica atual do Brasil. O comprometimento de alguns fundamentos econômicos e indefinições políticas em função das eleições causam baixa no nível de confiança dos empresários e consumidores. Consequentemente, muitos interessados estão adiando a decisão de compra do imóvel, assim como outros bens duráveis. 


O mercado imobiliário está em ascendência? Como está o crescimento do mercado?Mato Grosso, em função da pujança do setor da agroindústria no interior ainda tem um cenário diferenciado. Assim o mercado vai se mantendo estável, em função da necessidade imediata de moradia das famílias e de transferências de empresas.


Quantos imóveis serão entregues conforme previsto na tabela do Secovi até 2017? Qual foi o crescimento em percentual?O Secovi realiza uma pesquisa anual de unidades a entregues / a serem entregues de apartamentos e salas comerciais. Até 2014 este número apresentava um crescimento. A partir de 2015, o volume total de unidades a serem entregues apresenta crescimento negativo em função da redução de lançamentos das construtoras.

Ano:
Residencial:
Comercial:
Total:
Situação:
Variação:
2012
2052
223
2275
Entregues
2013
3812
0
3812
Entregues
68%
2014
5335
277
5612
A entregar
47%
2015
3442
1558
5000
A entregar
-11%
2016
2488
320
2808
A entregar
-44%
2017
464
638
1102
A entregar
-61%
17593
3016
20609
Total
5864
223
6087
Entregues
11729
2793
14522
A entregar

Quais os reflexos do Custo Brasil sobre o Mercado Imobiliário?
O Custo Brasil, encarece desnecessariamente produtos e mão de obra usadas na construção civil. Assim, os imóveis novos acabam tendo sempre um preço maior do que imóveis usados em função do repasse deste custo ao preço de venda. 

O que esperar do mercado imobiliário até 2017 e após? 
Considerando a redução da oferta observada na pesquisa de lançamentos e, vindo o Brasil a experimentar uma recuperação econômica, é esperada uma redução dos estoques de imóveis disponíveis para compra o que pode representar uma recuperação de preços, caso a demanda continue firme e não haja redução de composição de custos. Esta situação pode pendurar após 2017, pois existe uma demora natural de pelo menos 5 anos entre um projeto imobiliário ser concebido e ser entregue.

Agora é um bom momento para se comprar imóveis? Que tipo? Terreno, residência?
Sim, considerando que algumas construtoras estão oferecendo condições especiais de aquisição, com descontos e outros benefícios e o mercado passa por um momento de equilíbrio entre demanda e oferta, boas oportunidades de aquisição estão a surgir. No momento que a economia vir a se beneficiar de uma recuperação, e considerando a redução dos lançamentos imobiliários a tendência dos preços é a recuperação. 

A esperada "feira livre" após a Copa aconteceu / acontecerá? Preços reduzidos?
Houve uma certa especulação por parte de alguns que os preços do mercado imobiliário vinham sendo influenciados por conta da realização do da Copa do Mundo no Brasil. Na verdade este evento teve quase nenhuma influência sobre este mercado. Os imóveis vinham se valorizando por conta de aumento de custos e demanda maior que a oferta. Isto foi causado por um longo período de estabilidade econômica e melhoria de renda das famílias, associadas a facilidades de crédito.Por outro lado, não há uma notícia ou caso concreto de empresas ou famílias que investiram no mercado imobiliário visando única e exclusivamente a Copa. Até mesmo o setor hoteleiro sempre levou em conta o Pós Copa em seus projetos de viabilidade de novos empreendimentos.Na verdade, existe até uma possibilidade de certos empreendimentos imobiliários se valorizarem em função do pós copa devido as obras de mobilidade e de legado deixadas pelo evento. No mais a situação de ajuste por qual passa o mercado no momento deve-se tão somente a fatores ligados a macro-economia e não a um evento pontual que durou um mês.

Guido Grando JuniorDiretor - Rede Secovi MT
Técnico em transações imobiliárias; Corretor de Imóveis Inscrito no Conselho Regional sob nº 3134 a mais de 13 anos; Perito Judicial Imobiliário; Diretor da Rede Secovi-MT. Cursou MBA em Gestão de Negócios Imobiliários e da Construção Civil - FGV; Registro no Cadastro Estadual de Corretores de imóveis Qualificados 051/2011. Detentor do registro no Cadastro Nacional de Avaliadores 7009. Membro suplente do Conselho Municipal de Desenvolvimento Estratégico de Cuiabá; Membro Suplente do Conselho Deliberativo da Região Metropolitana do Vale do Rio Cuiabá. Membro da Câmara de Avaliação de Distorções de Cálculo do Valor Venal do IPTU da Prefeitura de Cuiabá.